segunda-feira, 25 de março de 2013

Um homem comprometido com o Reino de Deus





OS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO BEATO FREDERICO OZANAM


Nasceu em 23 de abril de 1813, em Milão (na época, anexada ao território da França). Em Paris, fez seus estudos, conviveu com o fervilhante ambiente cultural e político de seu tempo. Com diversos colegas, organizou círculos de estudos, buscando aprofundar sua fé e discutir temas da atualidade. Para ele, os Evangelhos tinham renovado e revivido os germes do bem, encontrados na antiguidade. 
Doutor em Direito e em Letras, professor na Sorbonne, escreveu diversos livros e artigos com temas de grande atualidade religiosa, social e política. Seu pensamento impregnou o mundo cristão em seu aspecto social. Dessa forma, pode-se ver nele um precursor da Doutrina Social da Igreja.
Em 23 de abril de 1833, Frederico Ozanam fundou com alguns amigos a Sociedade de São Vicente de Paulo, que se espalhou pelos cinco continentes em 148 países, com mais de um milhão de membros que atendem mais 30 milhões de pessoas pobres. Ao completar 180 anos de existência, o espírito e os princípios originais continuam sendo respeitados e praticados.
Sua finalidade é testemunhar a fé através de gestos concretos, caridade em ação, visita domiciliar, contato de pessoa a pessoa, com assistência e serviço aos pobres, como ele mesmo disse: “para assegurar minha fé nos trabalhos de caridade”. Durante toda a sua vida ele foi um membro ativo da Sociedade Vicentina.
Em 1844 casou-se com Amélia Soulacroix, com quem teve uma filha, Maria. Dotado de grande inteligência e sensibilidade para com os desafios da época, participou intensamente do momento político, exerceu grande apostolado no meio universitário junto aos jovens e intelectuais, defendeu a fé diante das ideias liberais, cultivou um grande amor aos pobres, defendeu ardorosamente os direitos dos trabalhadores explorados, iluminado pela fé, manteve firme opção pelos pobres. Defendeu a construção de um sistema político democrático e republicano, alicerçado no amor aos pobres e na justiça social.
A maior bandeira de luta de Frederico Ozanam, a qual norteou toda sua vida, foi a defesa da Igreja, muito atacada, na época, pelo ateísmo e materialismo, pelo racionalismo e positivismo. Para tanto, usou de todos os recursos como jornalista, escritor, político e professor universitário. Esteve presente nos grandes momentos da história da França, principalmente na revolução de 1848. Na ânsia de modernizar a ação da Igreja, pregava insistentemente, uma atenção especial em favor dos pobres e sofredores, lançando com isso as bases da Doutrina Social da Igreja.
Frederico Ozanam dedicou sua vida à defesa e propagação da Fé. Sempre que possível, assistia diariamente a Santa Missa, visitava com freqüência o Santíssimo Sacramento, meditava assiduamente os textos Sagrados. Sua morte prematura, aos 40 anos, levou para o céu um bom cristão, um verdadeiro santo. Faleceu em Marselha - França, no dia 8 de setembro de 1853 e sepultado em Paris. Antonio Frederico Ozanam foi uma das personalidades mais radiantes do catolicismo no século XIX.
Sua beatificação foi proclamada pelo papa João Paulo II, em 22 de agosto de 1997, na Catedral de Notre-Dame, Paris. Naquela ocasião foi eleito modelo para os jovens durante a XII Jornada Mundial da Juventude, em Paris. O processo de canonização do Beato Frederico Ozanam segue em curso.
“Servidor dos mais pobres” este foi o título dado recentemente pela Igreja Católica ao beato Antônio Frederico Ozanam. É dessa forma que os fiéis devem invocá-lo nas orações pela Jornada Mundial da Juventude, tendo em vista que Ozanam foi eleito como um dos intercessores desse grande evento mundial, a realizar-se em julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro.


Confrade Vital Pedriali - Sociedade de São Vicente de Paulo - SSVP

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Bento XVI: O Papa do Amor

No dia 19 de abril de 2005, o Cardeal Joseph Ratzinger é apresentado ao mundo com o nome de Papa Bento XVI, sucedendo João Paulo II na condução da Igreja. Foi o 265º. Papa eleito como sucessor de Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Ao ser apresentado, ele disse que era um simples e humilde operário na vinha do Senhor. Ele nasceu na Alemanha, na pequena Marktl Am Inn, diocese de Passau no dia 16 de abril de 1927, e esse ano completa 86 anos.


            

        Assumiu realmente esse grande ministério na Igreja, e a conduziu por oito anos. Se durante o pontificado de João Paulo II os católicos iam ao Vaticano para vê-lo, durante esses oito anos os católicos foram ao Vaticano para ouvir Bento XVI, pois não há dúvidas de que ele é um grande teólogo. É o Papa do Amor, pois em seus discursos, homilias, livros e catequeses, sempre nos ensinou que Deus é Amor e nos convocou a voltarmos inteiramente a esse Deus que nos criou e nos concede a vida. Foi sempre preocupado com a unidade, e procurou sempre unir Igrejas cristãs e as mais diversas religiões para que o mundo possa dar testemunho de paz.




            No dia 11 de Fevereiro, no Dia Mundial dos Enfermos, na memória de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos, ele nos surpreende mais uma vez, mostrando-se realmente servo simples e humilde, renunciando ao seu ministério, justificado pelo seu enfraquecimento devido à idade avançado, mostrando que o ministério de Pedro é serviço, e que ele pode ajudar a Igreja com a sua oração.
            Na catequese da quarta-feira de cinzas, sobre o tempo da quaresma, ele nos ensinou: “Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”
            Para a Campanha da Fraternidade ele fez um convite à juventude: “Convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e o que nos salva”.
            Rezemos por Bento XVI que deixa a condução da Igreja no próximo dia 28 de fevereiro, e agradeçamos a Deus o seu ministério entre nós; peçamos a Deus pelos cardeais que elegerão o novo Papa, que o Espírito Santo os conduza nesse conclave. 

Pe. César Hipólito, Assessor Arquidiocesano da PV/SAV, Maringá.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE - 2013








A Campanha da Fraternidade deste ano de 2013 está ligada à Jornada Mundial da Juventude que será no Rio de Janeiro no mês de Julho. A Juventude é o tema deste ano. É a segunda vez que a Campanha da Fraternidade discute este tema. A primeira foi em 1992 quando a Igreja dizia que a Juventude era um caminho aberto ao novo milênio. Este ano o Tema é o mesmo, mas o Lema também está ligado ao lema da Jornada Mundial da Juventude que é: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). Diante deste lema da Jornada a Campanha assumiu o Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8).
            Com um Lema vocacional a Campanha quer responder ao chamado do Papa Bento XVI para a Jornada de que os jovens devem ser os primeiros missionários a evangelizar outros jovens: jovens evangelizando jovens. Assim, nossos jovens sentem este chamado de Deus no coração e se colocam à disposição para evangelizar todos os jovens que ainda não encontraram em Jesus Cristo o sentido de suas vidas.
            E como nossos jovens podem ser verdadeiros missionários do Pai que os escolhe e do Filho que os chama e do Espírito que os envia? A resposta é simples. Primeiro pelo seu testemunho de vida cristã. Depois usando os meios que nossos jovens hoje estão super conectados: internet, celular, artes, música e outros. Usar todos os meios possíveis para que Jesus Cristo seja conhecido, amado e seguido por todos nossos jovens.
            Que a alegria, própria dos nossos jovens, entusiasme este ano nossa Campanha da Fraternidade, e que possamos assumir a causa da Juventude, discutindo os problemas que os afligem, e ajudando-os a realizarem seus sonhos e esperanças, e que em Jesus Cristo e na Igreja eles tenham vida plena.


Pe. César Hipólito, Assessor Arquidiocesano PV/SAV, em Maringá

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Testemunho de doação





SÃO SEBASTIÃO
Mártir


        Queremos apresentar a história de São Sebastião. Dentro do Ano da Fé é muito importante conhecê-lo, pois sua vida foi de profunda fé em Jesus Cristo. E sendo ele também padroeiro da Jornada Mundial da Juventude desse ano no Brasil, pois foi martirizado jovem, queremos que sua vida ajude nossos jovens a serem fiéis ao Salvador, e a discernirem sua vocação.
        Sua vida data do início do século IV da era cristã. A data de celebrarmos sua memória é a do seu martírio: 20 de janeiro. Nasceu em Milão. Era soldado, tinha o apreço do imperador romano, Diocleciano, por isso, aproveitou para socorrer os seus irmãos na fé, os cristãos. Cristão convicto exerceu sua missão entre os soldados e prisioneiros, chamando-os à conversão a Cristo, o Senhor.
         O jovem soldado, Sebastião, foi convocado pelo imperador romano para dar satisfação sobre suas atitudes de fé, e considerado traidor pelo imperador, pois este lhe tinha estima e esperava de Sebastião uma grande carreira militar. Sebastião foi condenado sem poder se defender, e foi amarrado num tronco de árvore e transpassado por fechas, na presença de todo o povo e dos outros soldados, para que servisse de exemplo para que ninguém mais se convertesse e se tornasse cristão.
         As flechas, a pedido do imperador, não atingiram partes vitais do corpo, para que sua morte fosse lenta e dolorosa. Irene, senhora cristã, pediu para levar o corpo para sepultar, mas percebendo que estava vivo, levou-o para sua casa, e curou suas feridas. Sebastião volta ao imperador para clamar por justiça e confirmar novamente sua fé em Cristo Jesus. E o imperador manda matá-lo, agora a pauladas. Seu corpo foi sepultado por uma jovem cristã, chamada Luciana, nas catacumbas, um cemitério subterrâneo, em Roma, na Via Ápia, que hoje leva o seu nome: Catacumbas de São Sebastião.
          Em Roma, foi construída uma Igreja em sua honra, e sua memória começou a ser celebrado no século V, pouco tempo depois de sua morte. Junto com São Pedro e São Paulo, São Sebastião é padroeiro de Roma. É também padroeiro dos soldados, dos agricultores, das plantações, dos animais e contra as epidemias, fome e guerra.
          Que seu testemunho de fé nos ajude a sermos perseverantes em nossa fé e em nossa caminhada. E que nada nos impeça de construirmos no tempo presente a Igreja viva de Cristo Jesus. E que nossos jovens encontrem em São Sebastião modelo de jovens cristãos e testemunhem em nossa comunidade a sua fé, enraizada em Jesus Cristo.

Pe. César Hipólito - Assessor Arquidiocesano da PV/SAV - Maringá

domingo, 2 de dezembro de 2012


Natal: Jesus, o vocacionado do Pai!




Mais um natal se aproxima, e é momento de pensarmos na pessoa que nasceu em Belém e nascerá espiritualmente no nosso coração. Nessa solenidade que está chegando, renovemos o nosso desejo de seguir o Menino-Deus que vai nascer, peçamos que nos ajude a ter os mesmos sentimentos que ele teve (Fl 2,6-8). Tempo de renovar as nossas esperanças e aspirar um mundo melhor.
Na encarnação do Verbo, deu-se a plenitude da salvação (Gl 4,4). Jesus é a plenitude! N’Ele se cumpriu a promessa que Deus fizera aos antepassados. Agora não é mais o Verbo, mas a carne, Ele se fez um de nós, para nos amar e amando-nos, salvar! Eis aí a vocação de Jesus: salvar o gênero humano pelo amor, cumprindo em tudo a vontade do pai (Hb 10,7). Coisa tão linda e profunda. Era preciso que Ele viesse até nós, que nos olhasse nos olhos e dissesse: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,34). Amar não é simplesmente troca de afeto e de carinhos, um sentimento humano, mas é sobretudo um sentimento divino.
A plenitude do amor de Deus pela humanidade se dá no alto da cruz, quando o Filho se entrega ao Pai, voltando para ele seu espírito: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). O ato amoroso de Jesus não termina na cruz, mas se completa três dias depois: na ressurreição. Atesta-se a verdade da palavra do Filho: “A paz esteja convosco” (Lc 24,36). Ele ressuscitou e está no meio dos seus. A presença do Salvador no meio de nós, como no meio dos discípulos de Emaús. Essa é nossa certeza: Ele está entre nós e caminha conosco! Faz isso porque nos ama e nos quer perto d’Ele, não quer perder nenhum dado pelo Pai (Cf. Jo 18,9). Nessa certeza, podemos cantar como o salmista: “Aleluia! Louvai ao Senhor, nações todas, Glorificai-o, todos os povos! Pois seu amor é forte, e sua verdade é para sempre!” (Sl 117).
A nossa resposta a vocação de Jesus é também amar. Somos seus seguidores e seguidoras. Ele é nosso maior exemplo. Devemos imitá-lo, pois Ele é nossa referência de amor e doação. Cumpriu a vontade do Pai até o fim!
Nós que caminhamos rumo a Deus, precisamos também aceitar e assumir a vontade de Deus e sermos fiéis a ela. Nossa vocação só tem sentido quando tomamos como exemplo a vocação de Jesus: Amar! É quando colocamos nossa vida na vida do Filho. Ele que é o próprio Amor: na essência e existência. Na essência, pois “Deus é amor!” (1Jo 4,8b), na existência, “Cristo também vos amou e se entregou por nós a Deus” (Ef 5,2).
Assim, quando nos entregamos em uma vocação: Leiga, religiosa ou sacerdotal, renovamos o compromisso de amor! Só podemos nos entregar a vocação, porque soubemos amar a Deus e ao próximo. A escolha da vocação específica é resultado do amor de Deus por nós – porque por primeiro Ele nos amou (1Jo 4,19) – e do nosso amor por Ele – amar a Deus sobre todas as coisas (Dt 11,13). Nessa vontade de amar, desejamos a você caro leitor e leitora um feliz Natal! Que o amor nasça no coração de cada um  de nós e produza frutos. Que possamos responder ao chamado de Deus, assim como Maria: “Eis aqui a servo do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

Diego Wesley Norberto, seminarista do 1º Ano de Teologia.