terça-feira, 19 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Bento XVI: O Papa do Amor
No dia 19 de abril de 2005, o Cardeal
Joseph Ratzinger é apresentado ao mundo com o nome de Papa Bento XVI,
sucedendo João Paulo II na condução da Igreja. Foi o 265º. Papa eleito como
sucessor de Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”
(Mt 16, 18). Ao ser apresentado, ele disse que era um simples e humilde operário
na vinha do Senhor. Ele nasceu na Alemanha, na pequena Marktl Am Inn, diocese
de Passau no dia 16 de abril de 1927, e esse ano completa 86 anos.
Assumiu realmente esse grande
ministério na Igreja, e a conduziu por oito anos. Se durante o pontificado de João Paulo II os católicos iam ao Vaticano para
vê-lo, durante esses oito anos os católicos foram ao Vaticano para
ouvir Bento XVI, pois não há dúvidas de que ele é um grande teólogo. É o Papa
do Amor, pois em seus discursos, homilias, livros e catequeses, sempre nos
ensinou que Deus é Amor e nos convocou a voltarmos inteiramente a esse Deus
que nos criou e nos concede a vida. Foi sempre preocupado com a unidade, e
procurou sempre unir Igrejas cristãs e as mais diversas religiões para que o
mundo possa dar testemunho de paz.
No dia 11 de Fevereiro, no Dia
Mundial dos Enfermos, na memória de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos
enfermos, ele nos surpreende mais uma vez, mostrando-se realmente servo simples
e humilde, renunciando ao seu ministério, justificado pelo seu enfraquecimento
devido à idade avançado, mostrando que o ministério de Pedro é serviço, e que
ele pode ajudar a Igreja com a sua oração.
Na catequese da quarta-feira de
cinzas, sobre o tempo da quaresma, ele nos ensinou: “Converter-se
significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da
própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a
verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”
Para a Campanha
da Fraternidade ele fez um convite à juventude: “Convido os jovens brasileiros
a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de
que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e o que nos
salva”.
Rezemos por Bento
XVI que deixa a condução da Igreja no próximo dia 28 de fevereiro, e
agradeçamos a Deus o seu ministério entre nós; peçamos a Deus pelos cardeais
que elegerão o novo Papa, que o Espírito Santo os conduza nesse conclave.
Pe. César Hipólito, Assessor Arquidiocesano da
PV/SAV, Maringá.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
CAMPANHA DA FRATERNIDADE - 2013
A
Campanha da Fraternidade deste ano de 2013 está ligada à Jornada Mundial da
Juventude que será no Rio de Janeiro no mês de Julho. A Juventude é o tema
deste ano. É a segunda vez que a Campanha da Fraternidade discute este tema. A
primeira foi em 1992 quando a Igreja dizia que a Juventude era um caminho
aberto ao novo milênio. Este ano o Tema é o mesmo, mas o Lema também está ligado
ao lema da Jornada Mundial da Juventude que é: “Ide e fazei discípulos entre
todas as nações” (Mt 28, 19). Diante deste lema da Jornada a Campanha assumiu o
Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8).
Com um Lema vocacional a Campanha
quer responder ao chamado do Papa Bento XVI para a Jornada de que os jovens
devem ser os primeiros missionários a evangelizar outros jovens: jovens
evangelizando jovens. Assim, nossos jovens sentem este chamado de Deus no
coração e se colocam à disposição para evangelizar todos os jovens que ainda
não encontraram em Jesus Cristo o sentido de suas vidas.
E como nossos jovens podem ser
verdadeiros missionários do Pai que os escolhe e do Filho que os chama e do
Espírito que os envia? A resposta é simples. Primeiro pelo seu testemunho de
vida cristã. Depois usando os meios que nossos jovens hoje estão super
conectados: internet, celular, artes, música e outros. Usar todos os meios
possíveis para que Jesus Cristo seja conhecido, amado e seguido por todos
nossos jovens.
Que a alegria, própria dos nossos
jovens, entusiasme este ano nossa Campanha da Fraternidade, e que possamos
assumir a causa da Juventude, discutindo os problemas que os afligem, e
ajudando-os a realizarem seus sonhos e esperanças, e que em Jesus Cristo e na Igreja
eles tenham vida plena.
Pe. César Hipólito, Assessor Arquidiocesano PV/SAV, em Maringá
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Testemunho de doação

SÃO SEBASTIÃO
Mártir
Sua vida data do início do século IV da era cristã. A data de celebrarmos sua memória é a do seu martírio: 20 de janeiro. Nasceu em Milão. Era soldado, tinha o apreço do imperador romano, Diocleciano, por isso, aproveitou para socorrer os seus irmãos na fé, os cristãos. Cristão convicto exerceu sua missão entre os soldados e prisioneiros, chamando-os à conversão a Cristo, o Senhor.
O jovem soldado, Sebastião, foi convocado pelo imperador romano para dar satisfação sobre suas atitudes de fé, e considerado traidor pelo imperador, pois este lhe tinha estima e esperava de Sebastião uma grande carreira militar. Sebastião foi condenado sem poder se defender, e foi amarrado num tronco de árvore e transpassado por fechas, na presença de todo o povo e dos outros soldados, para que servisse de exemplo para que ninguém mais se convertesse e se tornasse cristão.
As flechas, a pedido do imperador, não atingiram partes vitais do corpo, para que sua morte fosse lenta e dolorosa. Irene, senhora cristã, pediu para levar o corpo para sepultar, mas percebendo que estava vivo, levou-o para sua casa, e curou suas feridas. Sebastião volta ao imperador para clamar por justiça e confirmar novamente sua fé em Cristo Jesus. E o imperador manda matá-lo, agora a pauladas. Seu corpo foi sepultado por uma jovem cristã, chamada Luciana, nas catacumbas, um cemitério subterrâneo, em Roma, na Via Ápia, que hoje leva o seu nome: Catacumbas de São Sebastião.
Em Roma, foi construída uma Igreja em sua honra, e sua memória começou a ser celebrado no século V, pouco tempo depois de sua morte. Junto com São Pedro e São Paulo, São Sebastião é padroeiro de Roma. É também padroeiro dos soldados, dos agricultores, das plantações, dos animais e contra as epidemias, fome e guerra.
Que seu testemunho de fé nos ajude a sermos perseverantes em nossa fé e em nossa caminhada. E que nada nos impeça de construirmos no tempo presente a Igreja viva de Cristo Jesus. E que nossos jovens encontrem em São Sebastião modelo de jovens cristãos e testemunhem em nossa comunidade a sua fé, enraizada em Jesus Cristo.
Pe. César Hipólito - Assessor Arquidiocesano da PV/SAV - Maringá
domingo, 2 de dezembro de 2012
Natal: Jesus, o vocacionado do Pai!
Mais
um natal se aproxima, e é momento de pensarmos na pessoa que nasceu em Belém e
nascerá espiritualmente no nosso coração. Nessa solenidade que está chegando,
renovemos o nosso desejo de seguir o Menino-Deus que vai nascer, peçamos que
nos ajude a ter os mesmos sentimentos que ele teve (Fl 2,6-8). Tempo de renovar
as nossas esperanças e aspirar um mundo melhor.
Na
encarnação do Verbo, deu-se a plenitude da salvação (Gl 4,4). Jesus é a
plenitude! N’Ele se cumpriu a promessa que Deus fizera aos antepassados. Agora
não é mais o Verbo, mas a carne, Ele se fez um de nós, para nos amar e
amando-nos, salvar! Eis aí a vocação de Jesus: salvar o gênero humano pelo
amor, cumprindo em tudo a vontade do pai (Hb 10,7). Coisa tão linda e profunda.
Era preciso que Ele viesse até nós, que nos olhasse nos olhos e dissesse: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis
uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo
13,34). Amar não é simplesmente troca de afeto e de carinhos, um sentimento
humano, mas é sobretudo um sentimento divino.
A
plenitude do amor de Deus pela humanidade se dá no alto da cruz, quando o Filho
se entrega ao Pai, voltando para ele seu espírito: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). O ato amoroso
de Jesus não termina na cruz, mas se completa três dias depois: na
ressurreição. Atesta-se a verdade da palavra do Filho: “A paz esteja convosco” (Lc 24,36). Ele ressuscitou e está no meio
dos seus. A presença do Salvador no meio de nós, como no meio dos discípulos de
Emaús. Essa é nossa certeza: Ele está entre nós e caminha conosco! Faz isso
porque nos ama e nos quer perto d’Ele, não quer perder nenhum dado pelo Pai
(Cf. Jo 18,9). Nessa certeza, podemos cantar como o salmista: “Aleluia! Louvai ao Senhor, nações todas,
Glorificai-o, todos os povos! Pois seu amor é forte, e sua verdade é para
sempre!” (Sl 117).
A
nossa resposta a vocação de Jesus é também amar. Somos seus seguidores e
seguidoras. Ele é nosso maior
exemplo. Devemos imitá-lo, pois Ele é nossa referência de amor e doação.
Cumpriu a vontade do Pai até o fim!
Nós
que caminhamos rumo a Deus, precisamos também aceitar e assumir a vontade de
Deus e sermos fiéis a ela. Nossa vocação só tem sentido quando tomamos como
exemplo a vocação de Jesus: Amar! É quando colocamos nossa vida na vida do
Filho. Ele que é o próprio Amor: na essência e existência. Na essência, pois “Deus é amor!” (1Jo 4,8b), na
existência, “Cristo também vos amou e se
entregou por nós a Deus” (Ef 5,2).
Assim,
quando nos entregamos em uma vocação: Leiga, religiosa ou sacerdotal, renovamos
o compromisso de amor! Só podemos nos entregar a vocação, porque soubemos amar
a Deus e ao próximo. A escolha da vocação específica é resultado do amor de
Deus por nós – porque por primeiro Ele nos amou (1Jo 4,19) – e do nosso amor
por Ele – amar a Deus sobre todas as coisas (Dt 11,13). Nessa vontade de amar,
desejamos a você caro leitor e leitora um feliz Natal! Que o amor nasça no
coração de cada um de nós e produza
frutos. Que possamos responder ao chamado de Deus, assim como Maria: “Eis aqui a servo do Senhor. Faça-se em mim
segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
Diego Wesley
Norberto, seminarista do 1º Ano de Teologia.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ANO DA FÉ
SANTA CECÍLIA
Virgem e Mártir
(séc. II-III)
Cecília era de família romana pagã,
nobre, rica e influente. Estudiosa, gostava de música, principalmente a sacra.
Desde a infância era muito religiosa e, por decisão própria, decidiu fazer um
voto secreto de virgindade, para ser esposa de Cristo. Os pais, contrariando
sua vontade, acertaram seu casamento a um nobre romano, chamado Valeriano. Ao
saber desta notícia Cecília rezou pediu a proteção de Deus, de Maria e do seu
Anjo da Guarda.
Estando com seu marido Cecília
disse-lhe de seu voto a Jesus Cristo e a proteção do seu anjo, declarando-se
assim cristã, numa época de perseguição. Valeriano concordou com ela, e aceitou
permanecer ao seu lado e proteger sua pureza, mas como prova gostaria de ver o
anjo que a protegia.
Acompanhado do irmão Tibúrcio,
Valeriano foi às catacumbas onde o Papa Urbano estava escondido.
Converteram-se, foram catequizados e batizados. Voltando para casa viu Cecília
rezando e, ao seu lado, o Anjo que a guardava. As autoridades tiveram
conhecimento destes acontecimentos e mandaram matar Cecília, Valeriano e
Tibúrcio. A morte foi por decapitação. Suas cabeças foram cortadas, depois que
os três não negaram a fé em Jesus Cristo.
Mas a cabeça de Cecília, após ser
golpeada três vezes, permaneceu ligada ao corpo. E ficou três dias no chão,
durante os quais cantava os louvores de Deus e animava os cristãos que foram
vê-la a não renegarem a fé. Diz-se que os sons que saiam de sua boca, mesmo com
a cabeça parcialmente decapitada, eram harmonias celestiais e impossíveis de
ser cantados por uma só voz. Assim, ela tornou-se a padroeira dos músicos.
Seu corpo foi sepultado junto com o
do marido e do cunhado nas catacumbas de São Calisto em Roma. Como as relíquias
dos santos foram levadas para muitas igrejas, as de Santa Cecília ficaram perdidas
até o ano de 817 quando o Papa Pascoal I o encontrou intacto e na mesma posição
que tinha sido enterrado. O corpo foi colocado na Igreja de Santa Cecília em
Roma, e em 1.559 foi novamente aberto e continuava da mesma forma.
Sua memória é celebrada em 22 de
novembro de cada ano para recordar esta grande mulher, que converteu o esposo e
o cunhado, e permaneceu firme diante da perseguição e da morte. Neste Ano da Fé
vamos fazer memória desta grande santa da Igreja, sua vocação cristã, sua
vocação de ser esposa somente de Cristo, sua vocação à música que ela cantou em
honra do seu amado esposo Jesus Cristo. Que seu exemplo de fé nos estimule a
permanecermos firmes em nossa fé e em nossa vocação.
Pe. César Hipólito - Assessor Arquidiocesano da PV/SAV - Maringá
domingo, 4 de novembro de 2012
Considerando que o despertar vocacional é de responsabilidade de todo
cristão comprometido pela causa de Jesus Cristo em vista do crescimento do Reino
de Deus, o Serviço de Animação Vocacional existe para ser esse grande incentivo
no despertar de todas as vocações específicas, seja ela, sacerdotal, religiosa,
leiga: casados ou solteiros, como também a vocação missionária.
Sabe-se que outubro é um mês dedicado às missões e por isso, lançando um
olhar na história verifica-se que o Concílio Vaticano II, em seu decreto Ad
Gentes, sobre a atividade missionária da Igreja, disse que “a Igreja é, por
natureza, missionária” (AG 2), ou seja, esta é a sua finalidade, sua essência.
Daí que todos e cada
um na Igreja devem sentir-se responsáveis pela missão. Claro, cada um dentro de
suas condições, de seu estado de vida, de sua vocação específica.
Há na atualidade uma
grande necessidade de vocações missionárias, pois cerca de 80% da população
mundial ainda não recebeu o primeiro anúncio do Evangelho, ainda não sabe quem
é Jesus e o que Ele significa para a humanidade.
Embora todos devam ser missionários, alguns na
Igreja recebem esta vocação específica: são os missionários por toda vida e em
tempo integral. Homens e mulheres, padres, religiosos (as) e leigos (as) que se
dispõem a “deixar tudo” e seguir o Mestre, fazendo sensível a sua presença nos
lugares onde Ele ainda não é conhecido.
Lembra o Concílio que
Jesus “chama sempre dentre os discípulos os que Ele quer” para esta tarefa.
Sabe-se que a Arquidiocese de Maringá tem contribuído diretamente em algumas
frentes missionárias. Atualmente, padre Genivaldo Ubinge se dedica à missão na
Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Guajará-Mirim, RO. Há também uma missionária
leiga: Adriana Nishiyama em Guiné-bissau que se doa a seis anos em terras
africanas dedicando seu tempo na escola, com crianças desnutridas, grávidas e agora
incluindo presidiários. Existem também algumas Congregações Religiosas que
enviam seus membros para frentes que necessitam de missionários. Porém, ainda é
muito pouco diante do que já se recebeu em terras brasileiras.
O que seria do Brasil sem os missionários que
aqui chegaram e deram sua contribuição no conhecimento de Jesus Cristo e de seu
projeto na construção do Reino de Deus? O que seria da Arquidiocese de Maringá
sem os missionários que doaram e doam suas vidas por aqui?
É preciso mais
coragem e audácia para sair do próprio mundo e avançar com Cristo para “águas
mais profundas”. O Anúncio do Evangelho requer proclamadores, a messe tem
necessidade de trabalhadores que doam suas vidas em prol de outras vidas. Precisa-se,
e muito, de homens e mulheres (de todas as idades) que se disponham a partir.
João Paulo II disse
certa vez que “a seara está madura, esperando quem vá fazer a colheita”. São
milhões, ou melhor, bilhões de pessoas que aguardam quem lhes anunciem o
Evangelho. “Como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de
quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como
pregarão se não forem enviados?” (Rm 10,14-15).
Referência: www.peedson.com.br
Ir. Mª Zilda Parteka
Missionária do Santo Nome de Maria
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